Antony in Warhammer 40K - Chpt 1 [Portuguese - BR]

Antony in Warhammer 40K [Portuguese - BR]



Descrição:

 Antony em Warhammer 40K é uma pequena série fanfic, criada por Antony Bindilatti com inspiração em alguns crossovers de diversas séries de filmes, seriados e jogos com Warhammer 40K – criada por Rick Priestley e Andy Chambers da empresa Games Workshop.

 O foco da história aborda o jovem Antony – protagonista de Antony's Triviality; em mais um dia qualquer, até encontrar um portal dimensional com energias estranhas para o mundo dele. Contudo, algo chamou a atenção dele a ponto de investigar o outro lado. Para a surpresa do herói, ele embarca numa jornada em um universo completamente diferente, na qual a Terra era um planeta tomado por várias megacidades e tecnologia rudimentar, ao mesmo tempo avançado para a época; e a civilização humana – conhecida como o Império do Homem; seguia uma doutrina militar religiosa austera e que despreza tudo aquilo que não fizesse parte do Império, como alienígenas, mutantes e hereges, decretando guerra total com esses seres.

 E para completar a surpresa desagradável, Antony descobre que seus poderes e habilidades sumiram, na qual precisava lutar não somente pela sobrevivência como também para descobrir um meio de voltar para o universo dele e cortar a conexão com aquele mundo.

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Capítulo 1

Tudo parecia tranquilo para Antony, um jovem rapaz caucasiano com cerca de 27 anos, cabelo castanho-escuro encaracolado com uma mecha comprida que se estendia até a linha do umbigo, e olhos de mesma cor. Usava um quimono branco com uma faixa preta, uma capa azul com bordas douradas e botas de couro que se estendiam até os joelhos. Junto portava uma espada com design europeu, sendo transportada nas costas por ser pesada para ser manuseada com apenas uma mão.

Era um dia qualquer, como qualquer outro na vida de Antony. O jovem herói estava andando com seu traje e espada, provavelmente em uma missão de reconhecimento, patrulha de rotina ou investigação. Tudo ao redor dele eram pessoas comuns em meio a uma cidade com casas e prédios de construção comum, como tijolo, madeira, concreto, janelas de vidro e armação de metal ou de tijolo e concreto, indicando que estava por volta do ano de 2020. A espada de Antony estava camuflada aos olhos das pessoas para não atrair nenhum olhar negativo e ser apontado como um agressor.

Porém, algo diferente aconteceu na qual a vida dele não seria mais a mesma. Em um beco, ele sente algo emanando que atraiu a atenção do herói. Olhou para o local com um franzir das sobrancelhas, mas não encontrou nada de anormal exceto um brilho roxo meio fraco. Não sabia exatamente o que era, mas ele sentia que emanava atrás de uma lixeira e que era bom investigar.

Com a espada na mão, ele se dirigiu para o local. Antony se aproximava da emanação em passos leves, abafando o som no processo. Tudo ficava mais tenso. Ele podia ouvir o coração dele se acelerando e o ar ficava rarefeito.

E ao estar próximo da lixeira, ele virou-se. Para a surpresa dele, havia uma espécie de portal. A cor das ondas de energia é magenta com um pouco de roxo e o fundo escuro com algumas estrelas. Não era arcana ou de alguma outra fonte de energia conhecida. O irmão de Antony, William, não estava por perto e nem sequer abriu esse portal na qual precisasse de ajuda ou ir para algum lugar de Azeroth. Antony ficou sem ideia sobre o que seria, mas sentia que aquelas energias eram densas demais para trafegar. Podia sentir algum tipo de poder cruel vindo dela.

Venha até a mim.” disse uma voz masculina rouca e profunda emanando daquele portal. Os olhos de Antony se arregalaram de medo, recuando um pouco. A espada ainda estava na mão dele, pronta para ser lançada para perfurar quem quer que fosse sair daquele lugar. A respiração dele estava quase ofegante.

Contudo, ele sentiu que aquele portal não foi aberto por acaso e que de alguma forma precisava ser fechada pelo outro lado, já que não tinha meios de fechá-lo no lado que estava. Como resposta, ele manteve a espada empunhada na mão e prosseguiu em direção ao interior daquela porta de energias sombrias. A metade de seu corpo foi aos poucos sendo tragado no interior, até a extremidade da capa azul com bordas douradas atravessar, desaparecendo por completo. E em seguida, o portal se fecha.

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O jovem herói atravessou o portal, parando em uma espécie de mundo astral. Mas ao perceber que não sentia mais o chão em seus pés, seu corpo foi arrastado em uma correnteza, incapaz de fugir dela enquanto estava sendo puxado com força por algo desconhecido. Antony se encontrava em um turbilhão de energias e estrelas percorrendo o redor dele, gritando de terror enquanto tentava lutar para sair dele. E no meio daquele turbilhão, ele avista vários planetas, estrelas e destroços de espaçonaves com um design completamente desconhecido. E além disso, vários rostos e olhos surgiam, com diferentes formas de mãos e dedos se aproximando dele e alguns desses seres riam do pobre garoto.

“Me deixem em paz!” gritou Antony, preso naquele turbilhão, tentando golpeá-los com sua espada. Nada funcionava.

Antony era arrastado para cima e para baixo em uma corrente de energias sombrias. Tentou usar diversas formas para se comunicar com o mundo dele, seja por telepatia ou por comunicador. Porém era inútil. E quando ele viu uma espécie de luz ofuscante, levantou a mão esquerda na frente para tentar proteger os olhos, ao mesmo tempo tentando ver quem era ou o que poderia ser.

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Num instante, o garoto é arremessado para fora da correnteza, rolando no chão de terra e rochas até cair de peito para frente. Antony sentiu o corpo e as mãos dele doerem. Os olhos dele estavam fechados após aquele brilho. Os dentes cerraram de dor e parte de seu rosto estava sujo e um pouco machucado.

Recuperando a visão e se levantando, a visão estava um pouco borrada. A cabeça cambaleava, mas se orientava gradualmente.

“Onde… onde eu estou?” perguntou Antony, confuso e desorientado. A visão foi-se recuperando, podendo ver algumas coisas.

Antony levantou-se devagar, porém sentiu a cabeça doer. Colocou a mão direita no local da dor, sentindo algo escorrendo. Ao tirá-la, avistou algo que o assustou, arregalando os olhos no processo.

Mas o que…?

Era sangue. Era o sangue dele. A queda deve ter feito um corte na testa de Antony. E as mãos estavam com um pouco de terra e sujeira, além do líquido vermelho que extraiu do machucado.

Impossível…” pensou ele, sabendo que a essência do Super Urânio deveria tê-lo tornado invencível.

O Super Urânio era um minério raro na qual o William e ele tinha dado super-poderes que nenhum ser vivo sonhava em ter, além da invencibilidade e imortalidade. Porém, Antony estava em um mundo completamente diferente. E talvez durante o turbilhão na qual ele atravessou tenha anulado os efeitos dele.

Antony se levantou, parcialmente revitalizado após a queda. Porém, viu que estava em um outro mundo. Um na qual não havia civilização e animais. A vista era tomada por nuvens cinzas cobrindo o céu azul, com chão de terra, rochas e até cinzas. Havia algumas árvores, mas não era de alguma espécie que ele conheça. Algumas delas tinham um formato retorcido, com galhos secos e nenhuma folha. Tinha água, mas não era transparente ou que fosse bebível para saciar a sede ou limpar seus machucados.

“Algo me diz que eu não estou mais na Terra. E foi um tremendo erro ter entrado por aquele portal.” disse o jovem garoto perdido. Suspirou de frustração pela escolha errada. “Fazer o que, né. Vamos ver se eu encontro alguém pra me levar pra casa.”

Com aquilo dito, Antony prosseguiu em meio aquele deserto à procura de uma possível cidade, vila ou acampamento, com intenção de sair daquele planeta e retornar para casa. O garoto tomou como principal ponto de referência as árvores retorcidas à direita, mesmo com uma pequena chance de que possa encontrar nada ou sinal de vida senciente.

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Horas passaram desde a chegada de Antony naquele estranho mundo e nada de encontrar vida senciente. No estado em que se encontrava, parte das vestes estavam imundas, sem comer, sem beber e sem pausa para descansar. Antony andava em meio àquele deserto. As árvores ficaram maiores à medida que se aproximava delas. Mas no caminho, ele não percebeu o desfiladeiro em sua frente, caindo no processo, rolando abaixo até bater no chão. Felizmente não era pedra, o que aliviou o impacto da queda.

O bravo herói, caído no chão, deu um soco forte por frustração. Por mais que seja arenoso, a raiva que nutria por estar preso e perdido só aumentava as desesperanças de poder sair daquele lugar e voltar para casa.

Contudo, algo chamou a atenção dele. Antony levantou a cabeça com marcas de sujeira e arranhões no rosto. Ele escutou um barulho vindo do horizonte, mesmo estando longe da posição dele. E o barulho lembrava o som do motor de algum veículo terrestre.

Isto é som de veículo? Será que estou salvo?” Estas foram as perguntas do garoto que percorreram em sua mente.

Rapidamente ele se levantou e correu para onde passaria o veículo. Ele tomou a espada e guardou-a nas suas costas. Apesar do peso, Antony não se incomodava em carregá-la por toda viagem.

Levantando-se para ver, ele fica surpreso ao ver que não era apenas um veículo, mas sim um comboio pelas luzes. Ele ficou feliz em ver que seria salvo. Contudo, algo fez mudar de realidade, fazendo o jovem rapaz a pensar que aquilo não era o que esperava que fosse.

A coluna consistia em caminhões com um design rudimentar. Tinha várias placas soldadas em diferentes cantos, com alguns para dar a impressão de que foram mal remendados. E alguns vinham com placas pontiagudas instaladas no para-choque e na lateral da caçamba. O escapamento do motor exalava fumaça preta, como se o sistema de filtragem dos gases da queima não existisse.

E para completar, a tripulação consistia em seres humanóides de pele-verde, com músculos sobre-humanos, orelhas pontudas, olhos amarelos e dentes pontiagudos projetados para fora da boca. Vestiam vestimentas rudimentares com placas de metal, como se tivessem saqueado algum ferro-velho e levarem qualquer peça de sucata para usar como armadura e portavam armas, tanto armas brancas com aparência bruta; e armas de fogo, que também foram construídas com várias peças que até não conseguiam encaixar de acordo no corpo da arma, como ferrolho ser maior do que o cano, a alça de mira ficar obstruída pelos acessórios desnecessários no alto da mira de ferro e a munição ser de grosso calibre, podendo encravar na hora de encaixar o pente no carregador.

De longe, vendo aqueles caminhões parando para os passageiros e os motoristas saírem, Antony ficou assustado. Ele imaginava que aqueles seres lembraram os Orcs de Azeroth pela cor de pele e pelos músculos.

Espera um pouco. Aqueles ali… são Orcs?!” pensou Antony, tentando manter-se abaixado para não ser encontrado por aqueles agressores. Manteve a mão direita posicionada no cabo da espada no caso dele ser emboscado.

Longe da posição do jovem Antony, os seres conhecidos como Orks começaram a varredura do terreno por algum sinal de humanos. Alguns portavam armas pesadas como lança-chamas e metralhadoras, outros carregavam machados e outros, submetralhadoras de grosso calibre. E um deles era o mais alto de todos. Tinha um olho biônico implantado no olho direito, dentes grandes com um de aço, o rosto repleto de rugas e tinha vários tubos ligados no pescoço, estendendo até um tanque localizado na ombreira esquerda. O braço esquerdo consistia em várias placas de metal e espinhos, com os dedos em forma de garras, capazes de amassar e rasgar carne e metal como se fosse de papel; e o braço direito era orgânico com poucos espetos de aço emergindo dos bíceps. Usava calças de couro ou tecido espesso, com o pé direito amputado, substituído por uma prótese; e o pé esquerdo era protegido por uma bota. Parte da pintura consistia em vermelho com algumas marcações de preto e branco. Pelo jeito era o comandante daquele pelotão.

“Vamos rapazes! O chefe nos disse que há humanos nestas redondezas. E nós vamos mostrar a eles o que acontece com aqueles que se atreverem a nos enfrentar!” ordenou o comandante Ork. Os demais Orks concordaram e começaram a busca.

Durante a patrulha, um dos soldados sentiu algo que atiçou o olfato. Isto podia colocar o jovem Antony em perigo. “Chefe, acho que sinto cheiro de humano por aqui nas redondezas.”

O comandante Ork virou-se para aquele soldado. “Sim. Eu também tô sentindo o cheiro de humano.”

“Chefe, o que faremos?”

“Verifiquem aquele desfiladeiro! Lembre-se que eu sou o chefe! Agora VÃO, seus vermes!” apontou-o com o machado na mão.

De volta na posição em que o Antony estava, notou a atividade de Orks mudar de curso. Em vez de investigarem todo o terreno, eles começaram a se concentrar em um só lugar.

Essa não. Parece que esses Orcs sabem que eu estou aqui.” pensou o jovem herói, ainda se escondendo dos agressores.

Antony se levantava para ver o quão perto o grupo estava em relação a sua posição. No descuido, ele se levantou demais, atraindo a atenção dos Orks. Um dos soldados o avistou, abrindo fogo com sua arma. Antony, por sua vez, esquivou-se, voltando para a posição anterior.

“Merda!” Exclamou o garoto. Os olhos estavam arregalados e o coração batendo rápido.

Os Orks avançavam em direção ao morro. As armas deles estavam carregadas e apontadas para o instante que avistarem o solitário herói, armado com apenas a espada.

“Vamos lá, rapazes!” Gritou o soldado Ork armado com uma metralhadora leve.

Antony tentou correr para o morro da qual ele tinha caído ao pisar em falso. Era alto e cheio de cascalho e areia. Quando ele pisava, os pés afundavam até a linha do calcanhar. À medida que subia, sentiu o corpo ir para frente, recorrendo às suas mãos para escalar aquela inclinação íngreme.

Os agressores subiram até o topo daquele terreno. Parando na beirada com as armas prontas, eles avistam o rapaz escalando. Um dos soldados se aproximou com uma pistola pesada, pressionando o gatilho em sequência enquanto ria. Num segundo, o projétil emerge do cano em meio à explosão no disparo.

Quando Antony se agarrou em uma pedra, sentiu algo saindo do lugar, fazendo-o cair. O tiro acertou um pouco acima da pedra, derrubando ela junto de um pouco de areia e cascalho. Antony caiu gritando em direção ao chão. Os olhos estavam arregalados de terror, tentando se agarrar em outra coisa para se equilibrar.

E antes que pudesse cair com tudo no chão, retirou a espada da bainha em suas costas e encravou no terreno, amortecendo a queda até se recuperar. Porém, já estava de volta na estaca zero. E para a surpresa amarga, ele escuta o som de risadas. Risadas cruéis de Orks que o derrubaram do alto do morro.

Os soldados Orks desceram do terreno elevado, indo em direção do garoto. As armas deles estavam apontadas nele, prontas para atirar no primeiro sinal de agressão.

“Renda-se, humano!” Gritou um soldado na ponta esquerda, armado com submetralhadora. “Ocê está cercado!”

“Não há escapatória! Se tentar resistir a nós, nós vamos enchê-lo com buracos de Bolter!” Gritou o soldado Ork com metralhadora leve.

Antony cerrava os dentes olhando um para o outro. Os demais soldados portavam lança-chamas, machados, pistolas Bolter, submetralhadoras e metralhadoras. Era um sinal claro de que não estavam brincando. Eram armas com poder de fogo descomunal em comparação a espada de Antony.

E para completar o cerco, o comandante Ork surgiu do alto, com os dedos de metal cru e podre do braço esquerdo se agarrando por entre o cascalho, pedra e areia na hora de descer, criando uma cortina de poeira cinza na descida. Quando ele aterrissou, várias pedras caíram junto dele, emitindo um som alto após o impacto da queda. O comandante se aproximou com um olhar cruel perante o jovem humano. Os demais Orks se afastaram, com alguns sendo empurrados pelo braço mecânico. Estando quase perto do humano, o comandante desferiu um murro no chão, posicionando-se para frente.

“Veja só. Um humano. Pelas vestes, ocê não é do Império e nem é das redondezas.” disse o comandante Ork, exibindo seus dentes afiados.

Império? Do que ele está falando?” perguntou o garoto em seus pensamentos. Tudo o que Antony sabia é que aquele Ork tinha o dobro de sua altura. Podia sentir o hálito podre daquele ser de pele-verde. A aparelhagem toda podia causar um certo medo em confrontá-lo diretamente. Em ambos os casos, ele manteve a espada empunhada na mão direita.

“O que eu posso dizer é que ocê é fraco, como qualquer otro humano.” disse o agressor. Aquelas palavras ecoaram nos ouvidos de Antony, apertando a pegada no cabo da espada. “Posso acabar com ocê com pouco esforço e tomar a sua cabeça como troféu.”

O garoto recuou um passo, assumindo uma postura defensiva.

“Para trás! Eu estou te avisando!” exclamou Antony, posicionando a mão esquerda para frente e a espada alinhada à perna esquerda, pronta para desferir um golpe rápido e certeiro.

Os olhos do garoto expressavam certa intimidação. A respiração ofegava aos poucos. Contudo, algo fez mudar de olhar. Ele viu seus agressores rirem diante daquela ameaça.

“É mesmo?” zombou o comandante Ork. Os olhos se fecharam momentaneamente, abrindo novamente o olhar naquele rapaz. “Vamos ver se realmente vai me atacar além de suas palavras.”

O comandante avançou com tudo na direção de Antony. Ele, por sua vez, estendeu a mão esquerda na direção do pele-verde que se aproximava. Antony usaria seus poderes divinos de paladino para atordoá-lo ou golpeá-lo a ponto de deixar o Ork vulnerável para um golpe fatal.

“Você não me deixou outra escolha! CHOQUE SAGRADO!” Exclamou Antony, lançando o feitiço de Choque Sagrado, uma técnica adquirida por meio dos ensinamentos no campo Luz Sagrada em Azeroth. Entretanto, após chamar o nome do feitiço, algo de estranho aconteceu. O feitiço não foi lançado. Não emergiu um clarão de energia sagrada da mão de Antony para atingir o Ork. Tentou novamente realizar o mesmo golpe mágico, porém era inútil. O Choque Sagrado não estava sendo lançado. Os demais soldados Orks riram daquela encenação.

Antony tentou chamar novamente o feitiço, mas não funcionou. Os olhos estavam arregalados de descrença. E ao olhar novamente para o comandante Ork chegando com o braço mecânico sendo lançado na direção dele e golpeá-lo, o herói precisou assumir uma postura defensiva, esquivando do ataque por uma fração de segundos. Agora, estava atrás de seu agressor, pronto para finalizá-lo, desferindo um golpe cortante com a espada Archeus. Mas para a segunda má notícia, a lâmina acertou parte da armadura do Ork, estilhaçando-a em vários pedaços. Antony ficou horrorizado ao ver sua espada quebrada.

“Não! Archeus!” gritou ele assustado. E num instante, sentiu a mão metálica do Ork esmagando o rosto dele, prendendo a visão e a respiração num instante. Os dedos pontiagudos pressionavam a cabeça dele, levantando-o do chão. As mãos e as pernas dele tentaram se sacudir para se libertar, porém era inútil.

“Como eu disse: ocê é fraco, como qualquer otro humano que eu já enfrentei. Nós, Orks, somos fortes e fomos feitos para ganhar de seres fracos e insignificantes como ocês!” disse o Ork, apertando a pegada da mão dele na cabeça de Antony. Em seguida, ele arremessou o pobre garoto contra o morro.

O herói da Terra sentiu seu corpo sendo arremessado e colidindo na parede de cascalho, areia e pedras. Caiu após o impacto do golpe. Tentou se levantar a fim de escapar, mas recebeu uma pancada da bota do agressor, fazendo-o cuspir sangue e cair novamente.

“Vou acabar com ocê e tomar a sua cabeça como troféu para o meu chefe.” exclamou o comandante Ork, inspirando a moral dos guerreiros dele.

A morte era certa para Antony. Sem a imortalidade, sem a invencibilidade do Super Urânio, sem os seus poderes e sem a sua espada, ele era de fato um ser humano comum e fraco perante à força dos Orks. E sozinho, sem a ajuda de William, seu irmão mais novo, e dos outros na Terra, morreria naquele estranho mundo na qual não deveria ter entrado por meio daquele portal misterioso.

E pouco antes do comandante Ork usar as garras dele para arrancar a cabeça de Antony do resto de seu corpo, escutou o som de naves emergindo dos céus. Porém o design era diferente em relação aos veículos dos agressores de pele-verde. Tinha designs mais limpos e bem modernos. Para o espanto dos Orks, tratavam-se de naves Marauder da Marinha do Império dos Homens.

“Naves do Império, aqui?!” exclamou o comandante dos Orks.

Para o horror deles, as naves abriram fogo com seus foguetes e canhões nos caminhões deles. As explosões de alguns veículos engoliram alguns soldados Orks no meio. Outros saltaram, caindo sem vida ou se rastejando de dor e de calor.

E para completar, algumas naves Imperiais aterrissaram, descarregando soldados humanos com armas completamente sofisticadas para os saqueadores brutos. Os projéteis eram idênticos aos dos Orks: calibre grosso, porém eram do tipo explosivo. Saindo das naves consistia em um pequeno destacamento de mulheres com cabelos de cores distintas. Todas vestiam a mesma cor de armadura: roupas brancas, peças de armadura cinzentas com acabamento prateado e alguns acessórios dourados como a corrente ligada a um símbolo mágico preso no corselete. Todas elas usavam armas pesadas e de tamanho grande, mas contavam com poder de fogo que pudesse rivalizar ou até mesmo superar os dos Orks.

Já estes, tentaram repelir o ataque daquelas mulheres e das naves, mas foram sendo dizimados.

“Chefe, são muitos deles! O que faremos?!” gritou um dos soldados Orks, atirando com sua pistola pesada.

Como último recurso, o comandante reuniu os sobreviventes, gesticulando para fugir diante do número esmagador de seus novos agressores. “Vamos rapazes! Vamos dar o fora daqui!” Em resposta, eles correram para os caminhões que ainda restavam e fugiram. Os que não conseguiram escapar, foram pegos na chuva de balas das guerreiras do Império.

Enquanto isso, Antony não conseguiu ver muito a emboscada sobre os Orks. Os golpes o deixaram incapacitado a ponto de sucumbir aos machucados.

Uma das guerreiras avistou o jovem herói quase morto, gritando para chamar as outras. “Irmãs, temos um sobrevivente!”

As outras guerreiras correram para atendê-la. Algumas usavam capacetes fechados, cobrindo completamente a cabeça e vendo por meio de visores vermelhos. No alto tinha uma flor de Lis, um símbolo da nobreza francesa em uma época em que os diversos países se uniram para formar uma só nação. Outras não usavam, revelando seus rostos femininos e poucas características distintas como acessórios, implantes de visão, cicatrizes de batalha e outros. Mas todas tinham uma tatuagem do mesmo símbolo que adornavam os capacetes e os uniformes: a flor de Lis.

A mais jovem das guerreiras que socorreu Antony tinha um rosto de moça por volta dos 23 anos. Para algumas pessoas, ela era uma boneca. O cabelo era curto, com algumas franjas alinhadas para a direita e a cor era prateado. Usava um batom rosado e tinha um busto de tamanho médio, realçado pelo corselete a ponto de atrair a atenção dos rapazes. Além disso, ela tinha uma cintura e barriga delgada e pernas quase finas, porém firmes.

O jovem Antony foi resgatado pelas guerreiras e colocado em uma maca para ser transportado em uma nave para uma espécie de hospital de campo. Os olhos dele abriram parcialmente, vendo as nuvens andando conforme estava sendo carregado pelas mulheres guerreiras do Império. Virou-se para a direita e avista o rosto da jovem garota que o resgatou.

Quem… quem é você?” perguntava Antony em tom baixo. A garota mantinha o olhar para a nave enquanto ajudava as outras a transportá-lo. “Pra onde estão me levando?”

Embarcando na nave Marauder, o grupo colocou o garoto em um leito médico improvisado enquanto administravam os primeiros socorros. Em seguida, a nave decolou junto das outras, rumando para um destino incerto para o Antony, porém conhecido por elas.

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